Search

Rss Posts

Rss Comments

Login

 

Posts in ‘Frutos do Backup’

“Hahaha” pra você também

Aug 05

Tem semanas que Murphy simplesmente tenta se fazer presente em cada cantinho da minha vida, como se quisesse mostrar que ainda me ama, não se esqueceu de mim, e eu ainda sou sua musa inspiradora (competindo de perto com a Raquel, que se supera a cada dia, claro). Essa semana foi uma delas, e ela nem chegou ao fim.

Passei duas semanas de férias em casa. Férias do trabalho, férias da PUC, férias de tudo, inclusive dessa garota chata aqui do meu lado no laptop, rindo de piadas que ela não vai contar para ninguém (já vou chegar lá). A minha vida foi tão lerda e dorminhoca nessas duas semanas, que eu não tinha assunto nem para um mísero post. Qualquer cena da minha vida era inteiramente explicada nos 140 toques do Twitter, que, por sinal, ameaça seriamente a vida dos blogs.

Mas eis que acabou-se o que era doce, e Carol voltou ao Rio, com aquele medinho básico de pegar a Gripe A. Comecei a semana, e o período, colocando os exames em dia, já que a médica pediu antes das férias. (Sério, essa menina rindo está me irritando horrores) Algumas agulhadas, exame de urina e fezes (existe algo mais constrangedor? – Pára. Não responde) depois, e eu descubro que o meu medinho da Gripe A não é tão infundado assim, eu sou uma daquelas chamadas de “grupo de risco” ou, como eu expliquei à Raquel, uma pessoa tão pacífica, que nem os meus glóbulos brancos gostam de lutar contra objetos desconhecidos. Pelo contrário, eles também preferem ler e dormir a lutar contra as minhas infecções.

Após uma pequena ameaça materna de me levar de volta para Macaé caso eu continuasse assim (ameaça essa que envolvia o vocativo “cocozão irresponsável”), lá fui eu, hoje, para o centro, visitar o meu homeopata depois de dois anos. Antes disso, faltava descobrir o nome e telefone do meu médico, já que eu só sabia o endereço e sobrenome. Rápido trabalho no Google, se eu não morasse em um pensionato de freira, que resolveu trocar o sistema de internet, deixando as hóspedes sem acesso ao mundo pelos próximos 10 dias. Gastei muitos reais de internet WAP, mas vamos lá. Descobri, marquei e, hoje, fui ao médico.

Paro no ponto de ônibus e sinto o nariz escorrendo. Estranho, nem estou gripada… Limpa o nariz rapidamente. Nada de ônibus. Limpa o nariz de novo. Nada de ônibus. Aliás, as minhas tentativas de manter as mãos longe da boca, olhos e nariz, evitando assim o contágio da gripe, só me dão uma vontade absurda de coçar exatamente esses lugares, mais do que antes. Se eu tivesse três mãos, teria lugar para elas. Olho pro lado e uma menina me olha com uma cara mista de nojo com medo. “Isso não pode ser bom”. Olho para as minhas mãos empapadas de sangue. “O-oh, isso não é bom”. O médico, no fim, nem ligou para o meu nariz ensanguentado, mas não foi uma cena bonita no meio da rua.

Agora eu aproveito os últimos quatro dias de férias na PUC entrando na internet do primeiro andar. Sim, no primeiro andar, com o cabo, ao invés da wireless, ela funciona! Bom, né? Ótimo, se você tem um laptop, como o Dell vermelho dessa hiena aqui do meu lado. EU tenho um HP desktop. Com teclado, mouse, torre e monitor. Uma beleza de carregar escada abaixo em duas viagens, torcendo para a segunda leva estar lá, e não no quarto dessas ladras que moram comigo.

Beijo-tchau.

E assim foi o meu primeiro assalto

Jun 02

Provavelmente, se o número de assaltos que acontecem na cidade do Rio de Janeiro – incluindo aqueles muitos que não chegam aos ouvidos da polícia – fosse comparado com a população da cidade, cada morador já teria sido assaltado pelo menos uma vez na vida. Como a sorte funciona melhor para uns do que para outros, essa conta não dá tão certo assim. Nesta semana me vi mais carioca do que o normal e fui assaltada também. Mas é claro que, se tratando da maneira irônica em que as coisas costumam acontecer comigo, não foi um assalto normal. Na verdade, o que aconteceu comigo, apesar de se passar no bairro da Lapa, à noite, na saída do trabalho, e envolver uma adolescente cheirando cola, não foi um assalto.

Estava eu feliz da vida, morta de cansaço, com o meu croissant de presunto e queijo, excepcionalmente caro, esperando o ônibus na Lapa para voltar para casa. Há algum tempo que eu não faço mais aquele trajeto “com partes íntimas posteriores” na mão, como eu costumava, devido ao número de delinqüentes presentes naquele bairro “boêmio”, que eu, particularmente, odeio. Hoje em dia eu ando tranquilona, afinal, além do meu celular (que eu ganhei na promoção de pontos da Vivo), a única coisa que roubariam de mim seriam cartões: de crédito, de débito, da Unimed, do RioCard, do Sodexo. Uma pane de cartões acabaria com a minha capacidade de locomoção, alimentação e me faria definhar aos poucos, sou completamente dependente de cartões e consigo passar semanas sem um tostão no bolso, mas pra um ladrão eles não seriam tão bons assim. Pelo menos não depois que eles fossem devidamente bloqueados.

Como eu dizia, estava eu feliz da vida, morta de cansaço, com o meu croissant de presunto e queijo, excepcionalmente caro, esperando o ônibus na Lapa para voltar para casa, quando me passa uma garota, que devia ter a minha idade, com um outro do mesmo tamanho, tentando entrar no ônibus pela porta de trás – mas, por mais malandros que eles se achem, isso só acontece quando o motorista deixa ou finge que não viu. A menina não conseguiu entrar no ônibus, deu meia volta, me viu e eu pensei: “já era, perdi, play, lá se vão todos os meus cartões”. Que nada, lá se foi o meu croissant!

Tudo aconteceu tão naturalmente que foi quase uma espécie de comunismo, de ausência de posses, de “o que é meu é meu e o que é seu é nosso”. Sem meias palavras ela veio na minha direção e disse: “me dá um pedaço”. Visto que eu só tinha um pedaço e que eu já estava com as “partes íntimas posteriores” na mão novamente, entreguei o resto do pão, dei um passinho discreto para trás e ela foi embora, com o pão em uma mão e a garrafinha de cola de sapateiro na outra.

Viro pros lados para ver se alguém presenciou essa cena ridícula e uma mulher continua olhando pra mim. Respondo ao olhar com um “Vou fazer o que, né?”. Pronto. Meu pára-raios de maluco é ativado na hora e ela começa toda uma história de que essas pessoas que moram nas ruas não têm Deus no coração, que elas deveriam aceitar Jesus e expulsar o mal que tinham dentro de si. Pensei em retrucar, dizer que era culpa do capitalismo selvagem, do processo de colonização, das cotas na universidades, do maldito Bolsa Família ou dos portugueses usurpadores, mas esbocei um sorriso sem graça, daqueles bem amarelinhos e disse: “é mesmo, né….?”, e engoli todo o absurdo daquela cena toda.

Uma vez chato…

May 03

Já estava começando a achar estranho o fato de os meus post serem escritos em grande parte aos domingos, agora eu acho que a minha vida deve ser mais intensa aos domingos – o que pode ser colaborado pelo meu péssimo hábito de deixar o celular no silencioso durante o fim de semana e por ser aos domingos que eu volto para o Rio de Janeiro, e as viagens são sempre emocionantes…

Dessa vez, tudo corria bem até chegar ao Rio. Peguei um táxi do lado de fora da rodoviária, porque estava sem o menor saco para esperar aquela fila gigantesca. Acabei em um que veio falando como foi perigoso eu pegar táxi onde eu encontrei ele, como o carro da frente era pirata e eu poderia ter pego aquele, ser assaltada e acabar em uma banheira de gelo sem os rins – tá, eu inventei a última parte. Fiquei quieta, porque eu não sou muito fã de small talk com taxista. Eu ignorava completamente que hoje era dia de jogo de futebol por uma razão simples: eu não me importo. Pior é que eu deveria me importar, pelo menos quando isso significa pegar o Túnel Rebouças bem no final do jogo.

Lá vou eu para o meu engarrafamento da semana, que pela primeira vez não foi na BR-101. E mais uma vez a humanidade me surpreendeu – e isso nunca é uma coisa boa. Sabe quando falta luz na escola e todo mundo começa a gritar? Isso é compreensível dada a idade ou quantidade de hormônios dos estudantes, mas seres humanos, principalmente do sexo masculino, mas sem querer restringir, não crescem. Foi só entrar no túnel engarrafado que aquilo virou um pandemônio. Todas as buzinas foram apertadas à exaustão, algumas pessoas saíram dos carros com bandeiras nas mãos gritando palavras irreconhecíveis dentro de um ambiente fechado com motores ligados e correndo o risco de serem atropelados pelas motos que recortavam pela pista.

Isso me fez lembrar porque eu ignoro completamente as regras do impedimento. Salvo partidas de Copa do Mundo ou amistosos, eu não faço questão nenhuma de participar dessa loucura, e dane-se que a minha profissão requer que eu saiba de tudo. O futebol é que é o ópio do povo, e a não ser quando um sujeito que ficou milionário resolve deixar a vida maravilhosa que tem para “ser feliz na favela onde eu nasci”, eu não compartilho dessa histeria. Continuo achando que qualquer entretenimento de massa que leve ao frenesi similar ao de uma religião extremista misturado com um carnaval fora de época só serve para extravasar tensão retida e carência. Aquela mesma carência de quem conversa encostando nas outras pessoas, mas em doses cavalares. Como o meu modo de extravasar a tensão retida envolve tequila e/ou música, não tenho nenhuma necessidade de gritar as coisas boas do meu time e nem sair com o rabo entre as pernas quando ele perde. Minha música está sempre em alta em alguma parte do planeta, e a tequila está sempre em alta, pelo menos no México.

Além disso, o meu modo de ser me livra daquele tipo de discussão que não convence ninguém e nem chega a lugar algum, algo do tipo: “Mas o Fulano não defende nada!”, “Pior é o Ciclano, que fez aquela jogada horrível”, “Mas o cara é ótimo”, “Pelo menos o meu não tá na segunda divisão!”, “É que a gente tá se preparando para o mundial”. As respostas são sempre as mesmas, e decorando meia dúzia de informações depois do jogo, você consegue participar de meia hora de uma discussão acaloradíssima.

Enfim, hoje eu afirmei as minhas convicções. Até a Copa do Mundo, e se deus quiser, a outra não vai ser aqui.

Passatempos para a “semana Disney”

Apr 20

Ando com uma obsessão por leitura. Ok, graças ao curso que eu escolhi, é meio normal, e até esperado, que isso aconteça. Mas obsessão é realmente obsessão. Comprei cinco livros na última semana, e estou caçando blogs e sites de revistas, porque eu sempre tenho um pesinho na consciência quando eu compro muitas revistas e acho que talvez elas não valham R$ 8,50 [a não ser a RollingStone, que sempre me surpreende].

Para suprir essa minha necessidade de textos divertidos, interessantes e longos, eu voltei para o RSS, e acabei trocando o Bloglines pelo Google Reader, porque não fazia sentido ser apaixonada por tudo relativo ao Google e não pelo Reader, que também é ótimo. Aí eu me vi com outro problema. Cadê o tempo pra ler tudo o que eu quero, mais os livros que eu comprei, mais o jornal, mais os livros para a minha monografia? Pois é, anda em falta. Quanto mais fácil é o acesso à informação, menos eu consigo ler. Fica sempre aquele sentimento de “eu gastei um tempão do meu dia e ainda falta ler um montão de coisa”. Ah sim, para descomplicar mais as minhas leituras, eu coloquei os blogs dos coleguinhas no meu feed reader também, pena que ninguém faz isso com o meu! [depois eu explico o mundo dos feeds para os leigos]

Para quem anda precisando ler também, eu descobri um mundo de fontes que eu não achava que seriam legais, umas até que eu achava bem chatinhas, então vou colocar aí cinco das coisas que eu ando lendo como dicas do que fazer nessa semana inexistente de abril [como se vocês já não tivessem coisa melhor para fazer]:

1. A revista TPM anda com umas matérias lindinhas, grandes e bem escritas. Não imaginava isso vindo de uma Trip Para Mulheres, mas juro que é divertida. Destaco essa matéria sobre muçulmanas e bicicletas e esta outra sobre cocaína, as duas últimas que eu li – lembrando que têm mais de uma página, tem que trocar lá no finalzinho.

2. Adicionei também a Newsweek, que tem sempre alguma reportagem, coluna ou entrevista legal. Nesse caso é uma entrevista com Steve Brill, que resolveu criar um site que (segundo ele) deve reviver o jornalismo online. Para variar, tenho minhas dúvidas.

3. Para quem gosta de literatura, ou para aqueles que blog é coisa de gente pequena, que não sabe escrever ou não tem nada melhor pra fazer, o blog do Saramago é uma ótima para passar o tempo.

4. Nessa dica eu sou um pouco suspeita, mas eu adoro quando O Globo manda algum repórter para ‘fora’ e eles mantêm um blog sobre o país onde estão. Ando acompanhando o Do topo dos Alpes, de Alexander Thoele, que está [adivinha só] na Suíça. Tem também um sobre Nova York, outro sobre Amsterdã, e por aí vai.

5. Outra dica para se ler na internet é a Revista Piauí, que, ao contrário de várias revistas que andam por aí, especifica direitinho qual reportagem é especifica para quem é assinante e qual não é, assim você não precisa ter aquela decepção de começar a ler uma matéria e encontrar um “Leia o conteúdo na íntegra na edição tal” ou “A partir daqui, conteúdo exclusivo para assinantes”.

Have fun!

A nova do Coldplay

Apr 12

Apesar de fazer jornalismo e estudar com pessoas irritantemente pseudo-cults que só se importam com a situação político-econômica da Somália e a arquitetura moderna da favela (um dia ainda faço a minha análise com os meus pensamentos sobre a favela, e será baseado no “imperador” *pffff* Adriano), eu adoro saber as novas tendências do marketing musical/cinematográfica.

Por exemplo, teve aquela época em que a moda era ser lésbica. A coisa que menos importava era a sua tendência sexual, o importante, de verdade, era o que a mídia achava ser a sua tendência. Nessa se encaixaram aquela banda russa, que já começou decadente, Tatu, e a Lindsay Lohan, que foi a que eu menos acreditei. Acho que nem a mãe daquela garota acreditou que a filha era gay, mas, como eu disse, o importante é a quantidade de CDs/DVD vendidos, afinal, isso não é coisa fácil hoje em dia.

Teve também a época “mamãe, despiroquei legal”, onde podemos incluir a Paris Hilton, que já nasceu meio lelé, a Britney Spears, chefe-mor das despirocadas e… Lindsay Lohan, claro.

Depois foi a época “rehab”, que teve como principal líder a Amy Winehouse, ou Adega, para os íntimos (Wine… House… ahm?), mas também carregou outras coleguinhas, como… Lindsay Lohan, que pelo que podemos perceber, precisa de muita publicidade para a alavancar a carreira.

Last, but not least, a mais nova tentativa de marketing que eu percebo é a música plagiada Vida La Vida, do Coldplay, ou do Joe Satriani, como quiser. Vamos esclarecer uma coisa: quando uma música é plagiada, a intenção é que o autor dela não perceba, senão vai cobrar todos os seus direitos, ou, se for capitalista como o Satriani, todos os lucros da música ever! Naqueles raros casos em que o músico não se preocupou nem um pouco em ser discreto, como Rod Stewart, que plagiou na cara dura o Jorge Ben e nem teve coragem de negar, ele aceita pagar e ficar bem quietinho, para isso não rolar por muito tempo na mídia.

Agora analisemos Viva La Vida. Nem a mãe do Chris Martin (sim, mães têm opiniões muito importantes) deve ter acreditado que o filhinho, por mais geniozinho que fosse, tivesse composto aquela música depois que ela ouviu If I could fly. A música é descaradamente Satriani do começo ao fim. Na verdade, ela é tão igual, que, na minha opinião, não chega a ser um plágio, é mais uma versão cantada de If I could fly. Tem tantos indícios de plágio, que chega a cheirar a marketing. Por um lado, o Coldplay ganha aquele plus nas aparições na mídia, e o Joe, que não é tão conhecido da garotada que não toca guitarra e que está crescendo ao som de Miley Cyrus, consegue que a sua música tenha visibilidade.

Um vídeo no YouTube (provavelmente vários) nos fez o favor de sobrepor as duas músicas e fazer um remix da guitarra do Joe com a voz do Chris. O resultado foi uma música melhor do que as outras duas. Ao invés de gastar o nosso tempo lendo esse tipo de matéria, eles deveriam é se juntar e gravar logo a tal da música juntos!